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domingo, 15 de maio de 2011

11 mensagens de Bento XVI aos jovens

Bento XVI dirigiu-se muitas vezes aos jovens. Não só nas Jornadas Mundiais da Juventude, mas também nas suas viagens pastorais por todo o mundo. Em todos esses encontros repete a mesma ideia: "Não se começa a ser cristão por uma decisão ética ou uma grande ideia, mas com o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa, que dá um novo horizonte à vida e, com isso, uma orientação decisiva. " (Bento XVI, Deus caritas est, 1).

1. A vossa própria idade é uma grande riqueza:
Os anos que viveis são os anos que preparam o vosso futuro. O "amanhã" depende muito de como estais vivendo o "hoje" da juventude. Meus queridos jovens, tendes uma vida pela frente, que desejamos que seja longa; mas é uma só, é única: não a deixeis passar em vão, não a desperdiceis.

2. Deus não tira nada:
A felicidade que buscais tem um nome: Jesus de Nazaré. Repito-vos o que disse no início do meu pontificado: "Quem deixa entrar Cristo na sua vida não perde nada, nada, absolutamente nada do que faz a vida livre, bela e grande. Só com esta amizade se abrem realmente as grandes potencialidades da condição humana. Só com esta amizade experimentamos o que é belo e o que nos torna livres ".

3. Cristo só deseja que sejais realmente felizes:
Ide ao seu encontro na sagrada Eucaristia, ide adorá-Lo nas igrejas e permanecei ajoelhados diante do Sacrário: Jesus encher-vos-á do Seu amor e vos manifestará os sentimentos de seu coração. Se vos pondes em atitude de escuta, experimentareis de modo cada vez mais profundo a alegria de formar parte da Igreja, que é a família dos seus discípulos reunidos pelo vínculo da unidade e do amor.

4. Tenhais Jesus como um dos vossos amigos mais queridos:
Jesus deve ser o primeiro amigo mais querido. Vereis assim que a amizade com Ele vos levará a abrir-vos aos outros, que considerais irmãos, mantendo com cada um uma amizade sincera. De fato, Jesus é precisamente "o amor de Deus encarnado".

5. Compromisso com o próximo:
"Porque mesmo sendo muitos somos um só pão e um só corpo, porque todos participamos do mesmo pão", diz S. Paulo (1 Cor 10, 17). Por isto ele quer dizer: uma vez que recebemos o mesmo Senhor e Ele nos acolhe e nos atrai para si, sejamos também uma só coisa entre nós. Isto deve manifestar-se na vida. Deve mostrar-se na capacidade de perdoar. Deve manifestar-se na sensibilidade para as necessidades dos outros. Deve manifestar-se na disponibilidade para partilhar. Deve manifestar-se no compromisso com o próximo, tanto para com o que está perto como o que está muito longe, que, no entanto, temos sempre perto.

6. Na grande família da Igreja encontramo-nos com toda a classe de pessoas:
No fundo, consola saber que há joio na Igreja. Assim, apesar de todos os nossos defeitos, podemos esperar estar entre os que seguem Jesus, que veio chamar precisamente os pecadores. A Igreja é como uma família humana, mas é ao mesmo tempo, a grande família de Deus, através da qual Ele estabelece um espaço de comunhão e unidade em todos os continentes, culturas e nações.

7. “Não desanimeis”:
Cristo está plenamente consciente de tudo o que pode arruinar a felicidade do homem. Por isso, não vos deveis surpreender que surjam contradições. Não desanimeis por causa delas. Ter construído sobre a rocha significa ter a certeza que nos momentos difíceis há uma força segura na qual se pode confiar.

8. O amor satisfaz as nossas necessidades mais profundas:
O amor autêntico é, evidentemente, algo bom. Sem ele, dificilmente valeria a pena viver. O amor satisfaz as nossas necessidades mais profundas e, quando amamos, somos plenamente nós mesmos, mais plenamente humanos.

9. Deixai-vos surpreender por Cristo:
Abri o vosso coração para Deus. Deixai-vos surpreender por Cristo. Dai-lhe o direito de vos falar. Apresentai-lhe as vossas alegrias e as vossas tristezas, deixando que Ele ilumine com a Sua luz as vossas mentes e toque o vosso coração com sua graça.

10. Cristo bate à porta da vossa liberdade e pede que o acolhais como amigo:
O Senhor vem ao encontro de cada um de vós. Bate à porta da vossa liberdade e pede que O acolhais como amigo. Deseja fazer-vos felizes, encher-vos de humanidade e dignidade. A fé cristã é isto: o encontro com Cristo, Pessoa viva que dá à vida um novo horizonte e, desse modo, um rumo decisivo. Quando o coração de um jovem se abre aos projetos divinos, não lhe custa reconhecer e seguir a sua voz.

11. Ânimo! Atrevei-vos a tomar decisões definitivas:
Na verdade, essas são as únicas que não destroem a liberdade, mas que permitem a orientação correta, permitindo avançar e alcançar algo de grande na vida. Sem dúvida, a vida tem valor se tiverdes a ousadia da aventura, a confiança que o Senhor nunca vos deixará sós.

Fonte: http://www.madrid11.com/pt/caminho/textos-do-santo-padre/445-11-mensajes

quarta-feira, 23 de março de 2011

Afinal, sou feito de que?


No Brasil é obrigatório: toda peça de roupa tem que ter a etiqueta de composição, de como lavar, como secar, afinal, é feito do que? 60% disso, 38% daquilo e 2% de “outros materiais” (dá até medo desses 2%, rsrsrs, pula essa parte)…


Rolou a curiosidade? Passe a mão na camiseta que você está vestindo, deslize pela etiqueta no seu interior (se é que você não cortou fora como 67,38% da população) e… Deixe quieto! Isso é só metáfora, entendeu? Procure uma outra, procure a SUA etiqueta e me responda: VOCÊ é feito de que? Qual é a SUA composição?


Será que eu sou feito de bambu, de junco, uma cana ou caniço? Ou sou 100% algodão no formato de um pavio de vela de 7 dias? Em qualquer um dos dois casos estou “no lucro” porque Jesus disse que não veio quebrar a cana rachada, nem apagar o pavio que ainda fumega… Resumindo, posso ser de um material furreca (sinônimo de vagabundo) e estar completamente meia-boca (um vagabundo bem estragado) que mesmo assim Jesus ainda me quer e usa de Sua misericórdia para comigo! Ele continua me amando infinitamente.


No entanto, quer saber mesmo porque Jesus nos ama, mas não aposta pesado em nós? Porque a gente reza e pede para sermos instrumentos poderosos nas mãos de Deus e nada acontece? Por que Deus sabe que não dá! Que a gente não agüenta o serviço pesado.


Você usaria uma vara rachada pra pescar? Usaria um pavio fumegante para iluminar uma casa? Uma canoa furada pra atravessar um rio perigoso? Eu, nunca! Sabe aquela xícara quebrada que ainda não foi pro lixo porque foi presente de alguém importante pra você mas que, apesar de guardar, você nunca sonharia em servir alguma visita com aquilo. É mais ou menos isso aí que a gente se torna: precioso para Deus, inútil para os irmãos!


É tempo de reflexão, deixe seu comentário sobre o que você é feito e pode ir pensando duas coisas: 1. Está bem assim! Obrigado Senhor, sou um nadica e o Senhor quer me salvar, aleluuuuuuuuia! Desculpa ae por ter virado meia-boca, mas deve ter um lugarzinho reservado pra nossa equipe aí no céu! (Lugarzinho bem lotado aliás…) O importante é que eu derrapo mas não breco!


Ou, 2:- Senhor, perdão! O Senhor tem razão de não querer usar barbante pra puxar caminhão, de não usar canudinho de refri como snorkel. Quero ser material de primeira linha! Quero ser aço temperado e afiado na evangelização dos meus irmãos! Perdão por tantas e repetidas vezes Te receber na eucaristia e não deixar que o meu corpo se tornasse o Seu Corpo! Não deixar que este materialzinho de segunda que eu me tornei se revertesse pelo Seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade naquele outro Cristo que o Senhor quer e necessita no mundo! Dai-me a graça de mudar o meu conteúdo, de permitir que o Senhor mesmo me transforme em Ti e que assim eu possa, ao apresentar minha carcaça no céu, ter adquirido uma etiqueta que conste apenas: 100% eucarístico – uso IRRESTRITO PARA TODAS AS FINALIDADES!


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Retirado de: www.revolucaojesus.com.br

quinta-feira, 10 de março de 2011

O caminho da Páscoa do Senhor

A Quaresma, com início na Quarta-feira de Cinzas, é um tempo litúrgico muito importante para a nossa caminhada cristã. Ajuda as pessoas e as comunidades eclesiais a se prepararem dignamente para a celebração da Páscoa do Senhor.
O período quaresmal é tempo sobremaneira apropriado à conversão de vida e à renovação interior. Aliás, não há Quaresma sem conversão. Converter-se é separar-se do mal e voltar-se para o bem. É mudar radicalmente de vida e de critérios. A conversão radical insere-se no coração da vida. Exige gestos concretos de amor e de misericórdia, de partilha fraterna e de justiça. Podemos dizer que o cristão é um convertido em estado de conversão, pois a conversão dura enquanto perdurar nosso peregrinar neste mundo.
Converter-se é procurar viver todos os dias a “vida nova”, da qual Cristo nos revestiu, transformando-nos n'Ele, para fazer um só corpo com Ele e com os irmãos.
Há em nós atitudes que devem morrer. Converter-nos, a cada dia, exige morrer aos poucos, sepultar-nos com Cristo para ressuscitarmos com Ele.
O amor de Deus chama-nos à conversão, a renunciar a tudo o que d'Ele nos afasta. O que mais nos afasta de Deus é o pecado. Pecar é estar no lugar errado, longe da amizade e da graça de Deus.
Ao longo da Quaresma, somos convidados para contemplar o Mistério da Cruz, entrando em comunhão com os sofrimentos de Cristo, tornando-nos semelhantes a Ele na Sua Morte, para alcançarmos a Ressurreição dentre os mortos (cf. Fl 3, 10-11). Isso exige uma transformação profunda pela ação do Espírito Santo, orientando nossa vida segundo a vontade de Deus, libertando-nos de todo egoísmo, superando o instinto de dominação sobre os outros e abrindo-nos à caridade de Cristo (cf. Bento XVI, Mensagem da Quaresma 2011).
O período quaresmal é ainda tempo favorável para reconhecermos a nossa fragilidade, abeirando-nos do trono da graça, mediante uma purificadora confissão de nossos pecados (cf. Hb 4, 16). Na Igreja “existem a água e as lágrimas: a água do Batismo e as lágrimas da penitência” (Santo Ambrósio). Vale a pena derramar essas lágrimas com uma boa confissão sacramental.
Jesus convida à conversão. Este apelo é parte essencial do anúncio do Reino de Deus: “Convertei-vos e crede na Boa-Nova” (Mc, 1, 15).
O itinerário quaresmal é um convite à prática de exercícios espirituais, às liturgias penitenciais, às privações voluntárias como o jejum e a esmola, à partilha fraterna e às obras de caridade (cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 1438). É igualmente um tempo forte de escuta mais intensa da Palavra de Deus e de oração mais assídua.
Quanto mais fervorosa for a prática dos exercícios quaresmais, tanto maiores e mais abundantes serão os frutos que colheremos e hauriremos do mistério de nossa redenção.
Também a vivência da Campanha da Fraternidade ajuda a fazermos uma boa preparação para a Páscoa. A CNBB propõe para este ano o tema “Fraternidade e a Vida no Planeta”, e como Lema: “A criação geme em dores de parto” (Rm 8, 22).
Com o coração voltado para Cristo, vencedor da morte e do pecado, vivamos intensamente o período santo e santificador da Quaresma.

Dom Nelson Westrupp, SCJ
Bispo Diocesano de Santo André (SP)

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=12222

quarta-feira, 9 de março de 2011

'ANAZOPIREIN', o remédio do Espírito Santo

Irmãos, Deus não nos chama a uma vidinha qualquer. Ele nos quer vivendo no poder do Seu Espírito, guiados por Ele. Vivendo na unção, pedindo Seus dons, buscando a vontade d'Ele acima de qualquer coisa. Não quer que façamos uma experiência com Ele "à pronta entrega". A experiência é pessoal, mas nós nos iludimos se criamos um "deus" que atenda a todas as nossas exigências. Precisamos converter nossos pensamentos e coração a Deus, e não o coração de Deus aos nossos pensamentos. A conversão é nossa e não d'Ele. Portanto, não se iluda: Deus não muda! E continuará sendo o melhor para nós!


Acima de qualquer ilusão que possamos ter de Deus, é o Senhor que nos escolhe para estarmos com Ele. O Espírito Santo escolhe primeiro. Quando estamos na presença d'Ele, quando conhecemos este Deus tremendo, cheio de LUZ, a força d'Ele nos invade, preenche-nos e nos convida, e, então, somos atraídos por Ele. Escolho Deus, mas é Ele quem me escolhe primeiro sempre. O Seu fogo nos atrai, nos chama, nos queima, e nosso coração não vai encontrar sossego enquanto não estiver com o Espírito. Livremente escolhemos Deus, pedimos para que viva em nós, pois estamos apaixonados por Ele, e não conseguimos mais viver se não estivermos na presença d'Ele. Então vivemos o que o apóstolo Paulo disse: "Já não sou eu que vivo é Cristo que vive em mim!" (Gal 2, 20).
A palavra "ANAZOPIREIN" vem do grego e quer dizer "soprar as cinzas". Todos os dias, devemos "soprar as cinzas", reacender aquilo está sem vida em nossa existência. Como esse nome lembra remédio, podemos dizer que é o "remédio do Espírito Santo", que necessitamos tomar várias vezes ao dia. Para os mais necessitados, que seja aplicado "na veia". "ANAZOPIREIN"!

Se você está apagado, sem ânimo, sem forças para viver, ou ainda, vivendo de um jeito que tudo, - por melhor que seja, e por mais interessante que possa parecer para os outros -, não tem graça alguma para você, peça o fogo do Espírito Santo! Mantenha viva a chama que recebemos da parte de Deus (Leia 2 Timóteo 1,6 ). Se você não recebeu o fogo de Deus, eu clamo ao Senhor que envie sobre você, agora, o Espírito Santo capaz de revolucionar tudo em você! Deixa-se queimar! O fogo cairá sobre você e a força de Deus levará sua vida para um outro rumo. Viver na LUZ! LUZ que vem do fogo do Espírito Santo!
Quem acredita n'Ele, vive o que viveram os primeiros jovens da Renovação Carismática Católica, quando numa universidade pediram o batismo do Espírito e realizaram uma missão iluminadora para toda a Igreja. Na mesma época, acontecia o Concílio Vaticano II, e o mundo vivia também a revolução sexual com os efeitos do Festival de Música e Artes de Woodstock. O que de fato revolucionou? A revolução sexual de Woodstock? Não. Sexualmente as pessoas se tornaram mais neuróticas. Woodstock foi um show que - com ares contraculturais - escravizou jovens nas drogas e numa sexualidade alienada.
O que revolucionou de fato o mundo foi o que vivemos na Igreja. Esta, sim, é a verdadeira revolução: A Revolução Jesus - capaz de mudar o mundo. Vivemos a Revolução do Fogo! O fogo que caiu sobre os jovens que oravam na Universidade em Dusquene (EUA) e marcou o início da Renovação Carismática Católica! Agora é a Era do Espírito! É o Tempo do Avivamento! É o momento do "ANAZOPIREIN"!

Graça! Liberdade! Luz e Fogo!!
Seu irmão,
Diego Fernandes - RCC/SC
Blog: diegofernandes.com
E-mail: galatascincoum@gmail.com

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Católico liberal é uma pessoa de dupla face


“O católico liberal é uma pessoa de dupla face, em contínua contradição. Quer manter-se católico e, ao mesmo tempo, tem o afã de agradar ao mundo.”-  Monsenhor Marcel Lefebvre
duas-facesVivemos em uma sociedade que preza a liberdade de culto e manifestação religiosa havendo um profundo respeito para com todas. Porém, respeito, liberdade de culto e manifestação religiosa não implicam em dizer que todo credo religioso leva ao mesmo lugar ou diz a mesma coisa. No mundo moderno (relativista) se afirma: “pessoas diferentes gostam ou precisam de coisas diferentes”; “basta crer em alguma coisa”; “não imponha seus valores aos outros”; “todas as religiões são boas e falam de bons costumes”.
Diante de tal situação todas as religiões são obrigadas a serem vistas de forma igualitária cujo Deus se configura como uma espécie de empregador que dá oportunidades iguais a todos e que todas as rotas das diversas religiões conduzem inteiramente a Deus.
A visão relativista tem promovido o sentimentalismo religioso revestido de superficialidade, camuflando a verdade que está por traz dos fatos. As religiões divergem em seus pontos fundamentais quanto ao credo, algumas são politeístas, as que admitem vários deuses; outras panteístas, as que identificam divindade como presente no todo; outras monoteístas, que professam um único Deus distinto de tudo.
Não é pelo fato de muitas religiões falarem de bons costumes que se deve cair na tentação em minimizar as diferenças doutrinárias existentes entre elas, unindo-as em meros princípios de padrão moral. Porém, tal fato tem sido promovido e se tornado verdade que relembro um artigo da Revista VEJA n.51, de 25 de dezembro de 1991, em que 30% dos que se consideram católicos, ao mesmo tempo, acreditam na reencarnação, sendo um fato totalmente contraditório.
O Cristianismo é visto hoje apenas uma entre muitas religiões, sendo muitos cristãos arrastados pela falsa “liberdade” de adotar qualquer tipo de crença ou credo tendo como desculpa desmedida o respeito para com todas, adotando assim a visão relativista tendo como coluna fundamental a premissa: “A verdade esta nos olhos de quem vê”.
O cristão católico respeita outros credos, porém não adota a visão relativista. Agindo desta forma estaria vendendo a doutrina da salvação, crucificando o cristianismo sem esperança de ressurreição, reduzindo a encarnação a um mito e Cristo a um mero mestre dentre os muitos filósofos e gurus.
Para isso alerta a Palavra de Deus:
“Porque virá o tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Tendo nos ouvidos o desejo de ouvir novidades, escolherão para si, ao capricho de suas paixões, uma multidão de mestres. Afastarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas”. (2Tim 4,3-4).
Para não cairmos no sincretismo religioso descrevo alguns aspectos essenciais que um Cristão deve adotar diante da visão relativista.
Crer é o primeiro passo, pois não podemos depositar nossa crença em algo a menos que creiamos que ela exista. Porém o cristão não crê em qualquer ensinamento ou doutrina, pois toda sua crença esta fundamentada nos ensinamentos de Jesus Cristo, que não deve ser confundido como o mero fundador de uma nova religião ou corrente filosófica, mas com o próprio Deus encarnado na humanidade.
O segundo passo é o arrependimento que não implica apenas em sentimento de culpa ou remorso pelos pecados cometidos. Porém tomarmos consciência de que o caminho verdadeiro é o concebido pelo próprio Deus para nos levar a ele. E que este caminho é uma pessoa, a única que disse: “Eu sou o caminho a verdade e a vida[...] Ninguém vem ao pai senão por mim. Jo 14,6”
O terceiro passo é ter fé no sentido bíblico: que não é apenas adotar uma crença, mas aceitar e receber Cristo como Deus, Salvador e Senhor de sua vida como o único caminho que revela a Deus em sua plenitude.
O quarto passo é percorrer este novo caminho, vivendo realmente a vida Cristã. Este novo caminho sendo percorrido produz muitos frutos que derivam da fé, pois a fé sem obras está morta.
Portanto o cristão Católico não pode ser adepto de outras doutrinas pelo simples fato de acreditar existir apenas uma religião revelada por Deus cujos testemunhos neo-testamentários afirmam claramente: “O pai enviou seu Filho como salvador do mundo”(1 Jo 4,14); “Deus amou de tal maneira o mundo que entregou seu Filho único, para que todo homem que acredita nele não se perca, mas tenha a vida eterna. Pois Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para este ser salvo por seu intermédio” Jo 3,16-17;
Talvez algum leitor não cristão que ler este artigo possa se impressionar pelo fato de termos o Cristianismo como a religião revelada por Deus e também por professarmos a unicidade e universalidade salvífica de Jesus Cristo. Baseado nesta possível incompreensão desenvolverei esta temática no próximo artigo.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Fuga das ocasiões de pecado: um dos mais graves deveres da vida espiritual

Autor: Santo Afonso Maria de Ligório

I. Da obrigação de evitar as ocasiões perigosas
Um sem número de cristãos se perde por não querer evitar as ocasiões de pecado. Quantas almas lá no inferno não se lastimam e queixam: Infeliz de mim! Se tivesse evitado aquela ocasião, não estaria agora condenado por toda a eternidade!
Falando aqui da ocasião de pecado, temos em vista a ocasião próxima, pois deve-se distinguir entre ocasiões próximas e remotas. Ocasião remota é a que se nos depara em toda a parte e que raramente arrasta o homem ao pecado. Ocasião próxima é a que, por sua natureza, regularmente induz ao pecado. Por exemplo, achar-se-ia em ocasião próxima um jovem que muitas vezes e sem necessidade se entretêm com pessoas levianas de outro sexo. Ocasião próxima para uma certa pessoa é também aquela que já a arrastou muitas vezes ao pecado. Algumas ocasiões consideradas em si não são próximas, mas tornam-se tais, contudo, para uma determinada pessoa que, achando-se em semelhantes circunstâncias, já caiu muitas vezes em pecado em razão de suas más inclinações e hábitos. Portanto, o perigo não é igual nem o mesmo para todos.
O Espírito Santo diz: 'Quem ama o perigo nele perecerá' (Ecli 3, 27). Segundo S. Tomás, a razão disso é que Deus nos abandona no perigo quando a ele nos expomos deliberadamente ou dele não nos afastamos. São Bernardino de Siena diz que dentre todos os conselhos de Jesus Cristo, o mais importante e como que a base de toda a religião, é aquele pelo qual nos recomenda a fuga da ocasião de pecado.
Se fores, pois, tentado, e especialmente se te achares em ocasião próxima, acautela-te para não te deixares seduzir pelo tentador. O demônio deseja que se se entretenha com a tentação, porque então torna-se-lhe fácil a vitória. Deves, porém, fugir sem demora, invocar os santos nomes de Jesus e Maria, sem prestar atenção, nem sequer por um instante, ao inimigo que te tenta. S. Pedro nos afirma que o demônio rodeia cada alma para ver se a pode tragar: 'Vosso adversário, o demônio, vos rodeia como um leão que ruge, procurando a quem devorar' (I Ped 5, 8). São Cipriano, explicando essas palavras, diz que o demônio espreita uma porta por onde possa entrar na alma; logo que se oferece uma ocasião perigosa, diz consigo mesmo: 'eis a porta pela qual poderei entrar', e imediatamente sugere a tentação. Se então a alma se mostrar indolente para fugir da tentação, cairá seguramente, em especial se se tratar de um pecado impuro. É a razão por que ao demônio mais desagradam os propósitos de fugirmos das ocasiões de pecado, que as promessas de nunca mais ofendermos a Deus, porque as ocasiões não evitadas tornam-se como uma faixa que nos venda os olhos para não vermos as verdades eternas, as ilustrações divinas e as promessas feitas a Deus.
Quem estiver, porém, enredado em pecado contra a castidade, deverá, para o futuro, evitar não só a ocasião próxima, mas também a remota, enquanto possível, porque em tal se sentirá muito fraco para resistir. Não nos deixemos enganar pelo pretexto da ocasião ser necessária, como dizem os teólogos, e que por isso não estamos obrigados a evitá-la, pois Jesus Cristo disse: 'Se teu olho direito te escandaliza, arranca-o e lança-o de ti' (Mt 5, 29). Mesmo que seja teu olho direito deverás arrancá-lo e lançar fora de ti, para que não sejas condenado. Logo, deves fugir daquela ocasião, ainda que remota, já que, em razão de tua fraqueza, tornou-se ela uma ocasião próxima para ti.
Antes de tudo devemos estar convencidos que nós, revestidos de carne, não podemos por própria força guardar a castidade; só Deus, em Sua imensa bondade, nos poderá dar força para tanto.
É verdade que Deus atende a quem Lhe suplica, mas não poderá atender à oração daquele que conscientemente se expõe ao perigo e não o deixa, apesar de o conhecer, pois, como diz o Espírito Santo, quem ama o perigo perecerá nele.
Ó Deus, quantos cristãos existem que, apesar de levarem uma vida piedosa, caem finalmente e obstinam-se no pecado, só porque não querem evitar a ocasião próxima do pecado impuro. Por isso nos aconselha S. Paulo (Fil 2, 12): 'Com temor e tremor operai a vossa salvação'. Quem não teme e ousa expor-se às ocasiões perigosas, principalmente quando se trata do pecado impuro, dificilmente se salvará.

II. De algumas ocasiões que devemos evitar cuidadosamente
Como queremos salvar nossa alma, é nosso dever fugir da ocasião do pecado. Principalmente devemos abster-nos de contemplar pessoas que nos suscitam maus pensamentos. 'Pelos olhos entra a seta do amor impuro e fere a alma', diz S. Bernardo (De modo bene viv., c. 23), e essa seta, ferindo-a, tira-lhe a vida. O Espírito Santo dá-nos o conselho: 'Desviai vossos olhos de uma mulher adornada' (Ecli 9, 8).
Para se livrar de tentações impuras, um antigo filósofo arrancou os olhos. Nós, cristãos, não podemos assim proceder, mas devemos cegar-nos espiritualmente, desviando os olhos de objetos que possam ocasionar-nos tentações. São Luís Gonzaga nunca olhava para uma mulher e, mesmo em conversa com sua própria mãe, tinha os olhos postos no chão. É claro que o mesmo perigo existe para mulheres que cravam seus olhares em homens.
Em segundo lugar, deve-se evitar todas as más companhias e as conversas e entretenimentos em que se divertem homens e mulheres. Com os santos te santificarás e com os perversos te perverterás. Anda com os bons e tornar-te-ás bom, anda com os desonestos e tornar-te-ás desonesto.
O homem toma os hábitos daqueles que convivem com ele, diz São Tomás de Aquino. Se estiveres metido numa conversação perigosa, que não possas abandonar, segue o conselho do Espírito Santo: Cerca teus ouvidos de espinhos para que os pensamentos impuros dos outros não achem neles entrada. Quando São Bernardino de Siena, ainda pequeno, ouvia uma palavra desonesta, sentia o rubor subir à sua face, e por isso seus companheiros tomavam cuidado para não pronunciar tais palavras em sua presença. E Santo Estanislau Kostka sentia tal asco ao ouvir tais palavras, que perdia os sentidos.
Quando ouvires alguém conversando sobre coisas impuras, volta-lhe as costas e foge. Assim costumava proceder São Edmundo. Havendo uma vez abandonado seus companheiros por estarem conversando sobre coisas desonestas, encontrou-se com um jovem extraordinariamente belo, que lhe disse: Deus te abençoe, caríssimo. Ao que o Santo perguntou, admirado: Quem és tu? Ele respondeu: Olha para minha fronte e lerás meu nome. Edmundo levantou os olhos e leu: Jesus Nazareno, Rei dos Judeus. Com isso Nosso Senhor desapareceu e o Santo sentiu uma alegria celestial em seu coração.
Achando-te em companhia de rapazes que conversam sobre coisas desonestas e, não podendo retirar-te, não lhes dês atenção, volta-lhes o rosto e dá-lhes a conhecer que tais conversas te desagradam.
Deves também abster-te de considerar quadros menos decentes. São Carlos Borromeu proibiu a todos os pais de família conservarem tais quadros em suas casas. Deves igualmente evitar a leitura de maus livros, revistas e jornais, e não só dos que tratam ostensivamente de coisas imorais, como também dos que tratam de histórias insinuantes, como certos poetas e romancistas.
Vós, pais de famílias, proibi a vossos filhos a leitura de romances: estes causam muitas vezes maiores danos que os livros propriamente imorais, porque deixam nos corações dos jovens certas más impressões que lhes roubam a devoção e os induzem ao pecado. São Boaventura diz (De inst. nov., p. 1 , c. 14): 'Leituras vãs produzem pensamentos vãos e destroem a devoção'. Dai a vossos filhos livros espirituais, como a história eclesiástica, ou vidas de santos e semelhantes.
Proibi a vossos filhos representar um papel qualquer em comédia inconveniente e mesmo a assistência a representações imorais. 'Quem foi casto para o teatro, de lá volta manchado', diz São Cipriano. Se para lá se dirigiu aquele jovem ou aquela donzela, em estado de graça, de lá voltam ambos em estado de pecado. Proibi também a vossos filhos a ida a certas festas, que são festas do demônio, nas quais há danças, namoros, canções impudicas, gracejos e divertimentos perigosos. Onde há danças, celebra-se uma festa do demônio, diz Santo Efrém.
Mas que há de ruim quando se graceja? dirá alguém. Esses tais gracejos não são gracejos, mas crimes, responde São João Crisóstomo, são graves ofensas contra Deus. Um companheiro do padre João Vitellio, contra a vontade deste servo de Deus, se dirigiu uma vez para um tal divertimento em Nórcia. Que lhe aconteceu? Perdeu primeiramente a graça de Deus, entregou-se em seguida a uma vida desregrada e foi finalmente assassinado por seu próprio irmão.
Poderás aqui perguntar-me se é pecado mortal namorar. Responderei a essa pergunta na segunda parte, c. 6, § IV. Aqui só direi que tais namoros tornam-se ocasião próxima do pecado. A experiência ensina que em tais casos só poucos deixam de pecar. Se não pecam já no começo, caem no decorrer do tempo. No princípio se entretêm só por mútua inclinação; esta torna-se, porém, em breve, paixão, e a paixão, uma vez arraigada, cega o espírito e arrasta a muitos pecados de pensamentos, palavras e obras.

III. Fúteis objeções contra as sobreditas verdades
Objetar-me-ás: Mudei duma vez de vida; não tenho nenhuma má intenção, nem mesmo uma tentação quando vou visitar fulana ou sicrana. Respondo: Conta-se que há uma espécie de ursos que caçam macacos: ao avistar o urso, fogem estes para as árvores. Mas que faz o urso? Deita-se debaixo da árvore e faz-se de morto. Descem os macacos com esse engano e então, de um salto, captura-os e devora-os. É o que pratica o demônio: representa a tentação como morta, e assim que desceres, isto é, logo que te expuseres ao perigo, desperta-a de novo, e ela te tragará. Oh! Quantos cristãos, que se davam ao exercício da oração e da comunhão e, mesmo, levavam uma vida santa, não caíram nas garras do demônio, porque se expuseram ao perigo.
  A história eclesiástica narra que uma mulher mui piedosa se ocupava em obras de caridade e, em especial, em enterrar os corpos dos Santos Mártires. Encontrando uma vez o corpo de um mártir que ainda dava sinais de vida, levou-o para sua casa, curou-o e o mártir restabeleceu-se. Mas que aconteceu? Por causa da ocasião próxima, esses dois santos – pois esse nome mereciam – primeiramente perderam a graça de Deus e depois a Fé.
Mas a visita àquela casa, a continuação daquela amizade, me traz proveitos, dizes. Sim, porém, se notares que ‘aquela casa é o caminho para o inferno’ (Prov 7, 27), nenhum proveito te trará, e tu a deves deixar se desejas ser feliz. Mesmo que fosse teu olho direito a causa da perdição, deverias arrancá-lo e lançá-lo longe de ti, diz o Senhor. Nota as palavras: lança-o de ti, não deves deixá-lo perto, mas repeli-lo para longe, isto é, deves evitar por completo a ocasião. – Mas daquela pessoa nada tenho a temer, pois ela é tão devota – dizes. A isso responde São Francisco de Assis: O demônio tenta diferentemente os cristãos piedosos que se deram inteiramente a Deus e os que levam uma vida desregrada. Ele não procura prendê-los com uma corda já no princípio; contenta-se com um cabelo, servindo-se então de um fio e, finalmente, de uma corda, arrastando-os ao pecado.
Quem quiser ser preservado deste perigo deve já no começo evitar todos os fios, todas as ocasiões, quer sejam saudações, quer presentes.
Ainda uma observação importante: Um penitente que nunca evitou seriamente as ocasiões perigosas, nas quais tem regularmente caído em pecado mortal, apesar de todas as suas confissões, deverá fazer uma confissão geral, visto terem sido inválidas as confissões feitas em tal estado, em razão da falta de propósito de evitar a ocasião próxima. O mesmo se deve dizer a respeito dos que confessam seus pecados, mas nunca deram sinal de emenda, continuando logo depois da confissão a cometer os mesmos pecados, sem empregar nenhum meio contra a queda. Só uma confissão geral poderá trazer-lhes garantia e tranqüilidade, servindo de base para uma verdadeira emenda; feita a confissão, poderão encetar uma vida nova e perfeita, pois os maiores pecadores, como acima provamos, poderão, com a graça de Deus, alcançar a perfeição.”

(Santo Afonso Maria de Ligório, Escola da Perfeição Cristã,Compilação de textos do Santo Doutor pelo padre Saint-Omer, CSSR, IV Edição, Editora Vozes, Petrópolis: 1955, páginas 44-48)     

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Que diferença faz?


Qual a diferença que a Igreja (ou Deus) faz na sua vida?Geralmente quando essa pergunta é feita, pensamos algo semelhante a:


- Se eu não estivesse aqui – na Igreja, ou em Deus – não sei o que seria de mim. Poderia estar envolvido com drogas, ou pessoas com ideais errados, etc.


Mas a pergunta busca uma reflexão mais aprofundada. Tudo bem, cada um sabe de si. Todos podem imaginar o que estariam fazendo, onde estariam, com quem, enfim. Contudo, nesse período de Advento, te convido à essas questões: Que diferença faz?Qual a real diferença que Cristo FAZ diariamente, hora a hora, em mim? Com que intensidade busco a santidade?
Não me entenda mal, a intenção não é julgar. Mas sempre ouvimos pessoas (por vezes, nós mesmos) dizendo que estão na Igreja há muitos anos. Que bom, glória a Deus. Então analisa teu crescimento nesses anos.


Não podemos estar na Igreja simplesmente envelhecendo. Precisamos crescer constantemente. Sair da planície. Lucrar com os talentos que recebemos, pois, aí sim, estaremos sendo servos bons.


Chega de colocar a mão no arado e olhar para trás. Chega de brincar de ser cristão. Chega de viver Deus só nos retiros. Que Cristo seja presença constante em nossas palavras, olhares, pensamentos e atitudes. Eis o advento para começarmos a buscar mais a confissão e uma verdadeira conversão.



Shalom

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Para Refletir!

Havia, na Índia, um sábio que desvendava os mistérios da vida das pessoas; ele era assiduamente procurado. Certa vez, um jovem desconfiado e ousado, quis testar a sabedoria do velho sábio. Pegou um passarinho vivo, escondeu-o atrás do corpo e se apresentou diante do homem de cabelos e barbas já brancos.
- O senhor é sábio mesmo?
- Dizem que eu sou.
- Então, responda-me: o que eu tenho em minhas mãos?
- Deve ser um pássaro; jovens como você gostam muito de caçar os pássaros.
- É verdade, o senhor acertou! Parece que é sábio mesmo. Mas me diga, o pássaro está vivo ou está morto?
O sábio agora estava numa situação difícil; se ele dissesse que o passarinho estava morto, o jovem o soltaria a voar; se dissesse que estava vivo, o jovem o mataria em suas mãos sem que o sábio o notasse. Uma cilada de mestre!
- Então, senhor sábio, o passarinho está vivo ou está morto? Responda-me. O senhor não é sábio?
O velho abaixou a cabeça e pensou um pouco.
Depois respondeu ao jovem:
- Depende de você!
Pensativo e cabisbaixo o jovem foi se afastando e, ao longe, olhando para o velho, soltou o passarinho e começou a chorar.
Você jovem tem um passarinho dentro de você. Matá-lo ou deixá-lo viver depende exclusivamente de você, pois você recebeu o dom mais precioso deste mundo: a liberdade. Este pássaro de ouro, que é sua vida, criada à imagem e semelhança de Deus, está em suas mãos. Eu lhe pergunto: o que você vai fazer dela? Depende de você! A vida é sua e de mais ninguém. É o único dom que de fato é inteiramente seu. O resto é seu, mas está fora de você. Não culpe ninguém pela vida que você está levando.

sábado, 9 de outubro de 2010

Dica de filme: "Sempre ao Seu Lado"

Recentemente assisti ao filme "Sempre ao seu lado". Esse filme trata da história de um cachorro, Hachi, que foi encontrado numa estação de trem e adotado pelo professor Parker. O professor trabalha em uma cidade diferente de onde mora e Hachi passa a levá-lo até à estação de trem, voltando para casa quando ele parte e tornando a ir à estação quando se aproxima do horário de Parker voltar do trabalho.

O filme é baseado em uma história real, acontecida no Japão, no início do século 20. Como na história verdadeira, Hachi acompanha seu dono até a estação, mas, certo dia, o professor morre, sem retornar do trabalho. Hachi continua esperando seu dono por nove anos, junto à estação. Ainda que seu dono não retornasse, ele esperava o dia em que o veria de novo. Ele tinha de estar lá quando o professor Parker voltasse. O que aconteceria se o professor voltasse e não o encontrasse lá?

Nunca Hachi deixou de aguardar o retorno de seu dono. Hachi morreu de velhice, na praça da estação de Shibuya (cidade da história real), onde aguardava o retorno de seu dono. Hoje, existe uma estátua de bronze do cachorrinho fiel.

Hachi era um cão. Fiel ao dono. E esperava-o todos os dias, junto à estação.

E nós? Temos sidos fiéis? Temos realmente esperado (vigiando) até o momento em que Jesus voltará?

Vale a pena conferir essa verdadeira aula de fidelidade... sede vigilantes!
" A maldade se espalhará tanto que o amor de muitos esfriará. Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo”.  Mt 24,12-13.


segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Precisamos levar a sério os preceitos de Deus

Deus tem um plano para a nossa vida. Ele quer nos fazer à imagem de Seu Filho! Dentro desse projeto, Deus age como um hábil arquiteto. O nosso protótipo é Jesus Cristo. Fazem parte de um projeto os momentos difíceis, situações dolorosas problemas, dificuldades. Uma vez que o nosso projeto não é só uma construção, mas uma transformação, a realização de um ser, mas também acontecem momentos dolorosos: por causa da nossa dureza, desobediência, indocilidade e rebeldia.

“Quem se apega aos meus mandamentos e os observa, este me ama: ora, aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu, por minha vez, o amarei e me manifestarei a ele.” (Jo 14,21).

Muitos dizem: “Não consigo amar Deus com emoção, como gostaria” Mas não se trata de sentimento. O começo do amor a Deus é árido: é levar a sério e colocar em prática os Seus mandamentos. Amar a Deus é algo muito concreto. Amamos mais com vontade do que com sentimentos. A vontade do Pai é que sigamos os Seus mandamentos, e a Palavra de Deus contém muitas ordens. Precisamos levar a sério os preceitos de Deus, guardar os Seus mandamentos. Colocá-los em prática é realizar o amor a Deus. “Quem se apega aos meus mandamentos e os observa, este me ama” O amor de Deus é algo concreto: é levar a sério os seus sentimentos.

O mundo desvirtuou de tal maneira a nossa mente, que não levamos mais a sério as ordens de Deus. Agimos como crianças distraídas e até malcriadas que nem ligam para o que os pais dizem. Deus fala, mas os homens nem ligam. Não levamos em conta os Seus mandamentos.

Monsenhor Jonas Abib

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Evangelho do dia e comentário


Evangelho segundo S. Mateus 24,42-51.

"Vigiai, pois, porque não sabeis em que dia virá o vosso Senhor. Ficai sabendo isto: Se o dono da casa soubesse a que horas da noite viria o ladrão, estaria vigilante e não deixaria arrombar a casa. Por isso, estai também preparados, porque o Filho do Homem virá na hora em que não pensais.» «Quem julgais que é o servo fiel e prudente, que o senhor pôs à frente da sua família para os alimentar a seu tempo? Feliz esse servo a quem o senhor, ao voltar, encontrar assim ocupado. Em verdade vos digo: Há-de confiar-lhe todos os seus bens. Mas, se um mau servo disser consigo mesmo: 'O meu senhor está a demorar’, e começar a bater nos seus companheiros, a comer e a beber com os ébrios, o senhor desse servo virá no dia em que ele não o espera e à hora que ele desconhece; vai afastá-lo e dar-lhe um lugar com os hipócritas. Ali haverá choro e ranger de dentes."


Comentário ao Evangelho do dia feito por Santo Ambrósio (c. 340-397), Bispo de Milão e Doutor da Igreja

 
Estai preparados

Bem-aventurado és tu quando Cristo bate à tua porta. A nossa porta é a fé que, se for sólida, defende toda a casa. É por essa porta que Cristo entra. É por isso que a Igreja diz, no Cântico dos Cânticos: «Chamam! É a voz do meu amado, batendo à porta». Escuta Aquele que bate, escuta Aquele que deseja entrar: «Abre, minha irmã e amiga, pomba incomparável! Tenho a cabeça coberta de orvalho, e os Meus cabelos das gotas da noite» (Ct 5, 2). Considera em que momento o Verbo de Deus bate à tua porta: quando já tem a cabeça coberta do orvalho da noite. Porque Ele digna-Se visitar aqueles que estão a ser submetidos à prova e às tentações, a fim de que ninguém sucumba, vencido pelas dificuldades. Por isso, a Sua cabeça fica coberta de orvalho, ou de gotas de água, quando o Seu corpo está a sofrer.
É nessa altura que é preciso estar vigilante, temendo que o Esposo venha e Se vá logo embora por encontrar a casa fechada. Com efeito, se adormeceres e se o teu coração não estiver vigilante (Ct 5, 2), Ele afastar-se-á sem chegar a bater; se o teu coração estiver desperto, Ele bate e pede que lhe abras a porta. Assim, dispomos da porta da alma e também das portas sobre as quais está escrito : «Ó portas, levantai os vossos umbrais! Alteai-vos, pórticos eternos, que vai entrar o rei glorioso».


terça-feira, 17 de agosto de 2010

Como agir diante do impossível?

O Espírito Santo de Deus torna possível na nossa vida o que é impossível para nós. Diante de nossos desafios neste dia de hoje, os quais humanamente parecem insolúveis, clamemos ao Espírito Santo de todo o nosso coração, para que Ele venha em auxílio de nossas necessidades mais profundas.
Quantas vezes, diante de certas situações que nos acontecem, dizemos assim: “Como se dará isso, meu Deus?” A própria Virgem Maria, ao receber do anjo Gabriel a notícia de que ela seria a Mãe de Jesus, imediatamente perguntou a ele: “Como se fará isso, pois não conheço homem? E o anjo respondeu-lhe: O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra” (Lc 1,35).
Ao longo da nossa caminhada neste dia, em todos os momentos, supliquemos: “Espírito Santo, vem sobre mim e envolva-me com a Tua sombra”. E no poder do Divino Espírito Santo de Deus o impossível vai tornar-se realidade. Não é com a nossa força, mas é pelo Espírito Santo.
Rezemos ao longo de todo o dia: Santo Espírito de Deus, conduza-nos e ilumina cada passo que devemos dar durante todos os dias de nossa vida.
Obrigada, Espírito Santo, porque Tu és a nossa força em meio às nossas fraquezas e dificuldades.

Vinde, Espírito Santo!

Texto de Luzia Santiago (Canção Nova)

Retirado de: http://luziasantiago.com/

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Precisamos nos manter orantes e vigilantes

Saibamos esperar as iniciativas de Deus a nosso respeito e acolhê-las. O Senhor se manifesta a nós a todo momento, por essa razão, precisamos estar atentos a essas ocasiões. Quando tudo na nossa vida parece estar perdido ou sem solução, o Senhor vem em nosso socorro apontando-nos o caminho e a direção. Muitas vezes, somos tomados pela incredulidade, porque somos “imediatistas”, ou seja, queremos que as coisas aconteçam do nosso jeito e na hora em que queremos.
“Naquele tempo, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma Virgem, prometida em casamento a um homem chamado José” (Lc 1,26-27a).
A Virgem Maria não sabia a hora em que seria visitada pelo Senhor por intermédio do anjo Gabriel, mas a postura dela era sempre de abandono na vontade de Deus a seu respeito. Aprendamos, hoje, com Nossa Senhora, a esperar as iniciativas de Deus a nosso respeito e a nos manter orantes e vigilantes.

Luzia Santiago
Fonte:http://luziasantiago.com

A força da pregação com a vida

Assim como dizemos que os jovens são os evangelizadores dos jovens, em cada meio é preciso que haja um profeta para evangelizar as pessoas naquela realidade. É preciso que haja profetas na roça e no campo, nas pequenas cidades e nos bairros das grandes cidades, pessoas que trabalham, saem de manhã, pegam ônibus lotado e voltam para casa cansadas, pessoas que têm a mesma linguagem desse povo sofrido, que passam pelas mesmas situações e pelos mesmos problemas. Profetas no meio estudantil, entre os professores, nos esportes, na área da saúde, médicos, enfermeiros, psicólogos, dentistas... Em cada meio devem existir profetas.
Se não assumirmos estes ambientes como campo de evangelização, o mundo tomará conta. Não se trata de transformar o local em que vivemos e trabalhamos num púlpito de pregação, mas de evangelizar sendo o profissional que devemos ser. Trabalhando naquele meio, sendo de Deus e fazendo ali o que o Senhor quer. Em tudo aquilo que fizermos, nossas palavras, nosso procedimento em tudo, estaremos evangelizando nossos companheiros de serviço.
As pessoas não estão muito interessadas em palavras, mas em quem testemunhe. É a pregação com a vida. A sua vida vai ser uma grande pregação. Depois basta você contar aos outros o que Deus fez em você e em sua família. Ele vai ser o grande testemunho. Ele será muito mais forte do que muitas palavras.


(Trecho do livro "Vocação: um desafio de amor" de monsenhor Jonas Abib)
Fonte:http://www.cancaonova.com/portal/canais/pejonas/pejonas_msg_dia.php

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Para refletir!

Um homem sempre pegava água e levava para o rei. Ele tinha uma mula, uma cangalha, um jacá e dois vasos grandes.
Todos os dias ele fazia a mesma coisa: andava três ou quatro quilômetros com a mula, enchia os dois vasos de água e levava-os para encher os tonéis do rei. Um daqueles vasos, porém estava rachado até a metade. Então todos os dias o outro vaso perguntava-lhe: - Quantos Litros você conseguiu levar?
Enquanto o vaso inteiro levava cem litros de água, o vaso rachado carregava cinquenta litros, snedo que todo o dia o dono do vaso enchia os dois com cem litros. No entanto, um chegava com os cem litros, e o outro com apenas sessenta ou cinquenta. Esta era a maior humilhação do vaso rachado e por isso foi entristecendo. O vaso perfeito perguntava-lhe todos os dias:
- E hoje, conseguiu levar ao menos sessenta? Você já percebeu que é um peso, um vaso rachado, feio, estragado.
O patrão percebeu que o vaso estava triste, mas não sabia que ele falava. Um dia, ele pôs a mão no vaso e pensou em voz alta:
- Por que esse vaso está com essa cara triste?
E o vaso aproveitou e falou:
- Sou um vaso estragado! Sou um vaso rachado! Não sei por que o senhor está comigo até hoje. Toda noite tenho que escutar o outro vaso e fico pensando: "por que o senhor não me joga fora?"
- Amanhã, quando formos buscar água, em vez de você ficar de cabeça baixa como você sempre fica, olhando para si mesmo, quero que você dê uma olhadinha ao longo da estrada.
Naquele dia, ele percebeu que a estrada do seu lado era florida e, do outro lado, seca. O homem, ao notar que o vaso estava rachado e vasava água pelo caminho, aproveitou para semear flores. Assim, enquanto levava o que conseguia, o vaso rchado regava todo dia o caminho.

Deus não quer que cheguemos ao céu como um vaso cheio. O cristão nasceu para regar, com a água viva do Espirito Santo, o seu caminho e o dos outros. Esse é o verdadeitro sentido da nossa vida: talvez sejamos um vaso estragado, rachado, mas precisamos deixar essa fonte de água viva nos encher, porque, apesar de rachados ou quebrados, seremos um vaso cheio do amor de Deus, e dentro de nós brotará um rio de água viva que deixaremos pelo caminho.

Fonte: Livro "Renovados pelo Espirito Santo" - Pe. Léo

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Senhor, ensina-nos a rezar

O que significa rezar? É importante rezar? Vale a pena? Como rezar? Estas e outras perguntas sobre a oração estiveram no centro da Liturgia da Palavra do domingo passado. E poderíamos continuar a perguntar: qual é o lugar da oração na vida cristã? É preciso rezar, mesmo com tanta coisa para fazer? Vale mais a oração ou a ação?
Uma coisa é certa: Jesus rezava, como nos atestam os Evangelhos. Passava até noites inteiras em oração, a sós com Deus (cf. Lc 6,12); os apóstolos também rezavam enquanto esperavam, com Maria, a Mãe de Jesus, a vinda do Espírito Santo (cf. At 1,22); os primeiros cristãos "eram perseverantes na oração" (cf. At 2,42); muitas vezes, São Paulo rezava e recomendava a oração aos fiéis em suas cartas (cf Ef 1,16; Fl 1,4; Rm 12,12; Cl 4,2). Inegavelmente, a oração faz parte da vida cristã, desde a pregação de Jesus e dos apóstolos e já nos primórdios da Igreja. E ao longo de toda a história da Igreja, a oração é uma das expressões mais evidentes da fé e da vida eclesial. Cristão reza; e quem não reza, deixa de lado um aspecto importante da vida cristã.
Ver Cristo rezando impressionava muito os discípulos, tanto que um deles lhe pediu: “Senhor, ensina-nos a rezar, como também João ensinou a seus discípulos” (Lc 11,1). Era costume que os “mestres” ensinassem a oração aos discípulos. E ainda hoje isso é parte da missão de quem deve ser “mestre na fé” para seus irmãos – sacerdotes, pastores de almas, catequistas. Aqui já está um dos significados da oração: É traduzir em atitudes aquilo que se aprendeu sobre Deus e a fé: rezar é passar do crer intelectual ao relacionar-se com Deus. Para saber se alguém tem fé, e que tipo de fé, basta observar se reza e como reza. Por isso é bem justificada a afirmação: lex credendi, lex orandi” – o jeito de crer aparece no jeito de rezar e a oração é expressão do jeito de crer.
Há muitos modos de rezar e também hoje há muitos "mestres de oração". São todos igualmente bons? Jesus já desaconselhava a oração “dos hipócritas”, que são falsos (cf. Mt 6,5) e rezam apenas com os lábios, mas cujo coração está longe de Deus (cf. Mc 7,6); e também pede que não rezemos como os pagãos, que pensam poder convencer Deus com muitas palavras (cf. Mt 6,7). Em vez disso, ensina o Pai-Nosso (cf. Mt 6,9-15; Lc 11,2-4). O cristão deve aprender a rezar de Jesus, cuja oração é “falar com o Pai”.
Em nossa oração não nos dirigimos a Deus de maneira abstrata, como se o Altíssimo fosse uma energia que pode ser capturada com palavras ou ritos mágicos; nem invocamos um poder impessoal com o fim de direcioná-lo e de obter os benefícios desejados... Nossa oração tem base na graça recebida no Batismo, pela qual fomos acolhidos por Deus como filhos (“filhos no Filho”) e recebemos o Espírito Santo, que nos ajuda a rezar como convém (cf. Rm 8,26-27). Como Nosso Senhor Jesus Cristo, também nós podemos dirigir-nos a Deus, como os filhos se dirigem ao pai, com toda confiança e simplicidade. É belo pensar que não somos estranhos a Deus, nem Deus é estranho a nós; somos da “família de Deus”, a quem nos dirigimos com toda familiaridade. Por isso, nossa oração se traduz em profissão de fé, adoração, louvor, narração das maravilhas de Deus, agradecimento, súplica, desabafo na angústia, pedido de perdão, intercessão pelos outros... Filhos amados pelo pai e que lhe dedicam amor filial podem achegar-se ao colo do genitor, falar-lhe livremente, chorar no seu ombro, sentir-se abraçados e envolvidos de ternura, até sem dizer uma palavra...
Naturalmente, não tenho a pretensão de dizer tudo sobre a oração cristã nestes poucos parágrafos... Resta ainda falar da beleza e importância da oração litúrgica, quando não rezamos sozinhos, mas, como comunidade de fé, nos unimos a Cristo Sacerdote, que reza conosco e por nós diante do Pai. É prece de valor infinito, pois é perfeita a oração do Filho e são infinitos os méritos de Sua santa Encarnação, Sua Vida, Paixão e Ressurreição. Por isso, a Igreja recomenda, com tanta insistência, a participação na oração litúrgica, especialmente na Santa Missa dominical.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

A confissão e seus efeitos


Toda a força da penitência reside no fato de ela nos reconstituir na graça de Deus e de nos unir a Ele com a máxima amizade. Portanto, a finalidade e o efeito deste sacramento são a reconciliação com o Senhor. Os que recebem o sacramento da penitência, com coração contrito e disposição religiosa, “podem usufruir da paz e tranquilidade da consciência, que vem acompanhada de uma intensa consolação espiritual. Com efeito, o sacramento da reconciliação com Deus traz consigo uma verdadeira “ressurreição espiritual, uma reconstituição da dignidade e dos bens da vida dos filhos de Deus, entre os quais o mais precioso é a amizade de Deus.
A fórmula da absolvição em uso na Igreja latina exprime os elementos essenciais deste sacramento: o Pai das misericórdias é a fonte de todo perdão. Ele opera a reconciliação dos pecadores pela páscoa de seu filho e pelo Dom do Espirito, através da oração e ministério da Igreja.
“Deus, Pai de misericórdia, que, pela Morte e Ressurreição de seu Filho, reconciliou o mundo consigo e enviou o Espírito Santo para a remissão dos pecados, te conceda, pelo Ministério da Igreja, o perdão e a paz. E eu te absolvo dos teus pecados, em nome do Pai e do Filho e do Espirito Santo” (Ritual Romano, Rito da Penitência).
Pelas indulgências, os fiéis podem obter para si mesmos e também para as almas do purgatório a remissão das penas temporais, consequências dos pecados. Este sacramento nos reconcilia com a Igreja. O pecado rompe ou quebra a comunhão fraterna. O sacramento da penitência a repara ou restaura. Neste sentido, ele não cura apenas aquele que é restabelecido na comunhão eclesial, mas também há um efeito vivificante sobre a vida da Igreja, que sofreu com o pecado de um de seus membros.
Não devemos esquecer que a reconciliação com Deus tem como consequencia, por assim dizer, outras reconciliações capazes de remediar outras rupturas ocasionadas pelo pecado: o penitente perdoado reconcilia-se consigo mesmo no íntimo mais profundo de seu ser, quando recupera a própria verdade interior; reconcilia-se com os irmãos que, de alguma maneira, ofendeu e feriu; reconcilia-se com a Igreja; e reconcilia-se com toda a criação.
Neste sacramento, o pecador, entregando-se ao julgamento misericordioso do Todo-poderoso, antecipa, de certa maneira, o julgamento a que será sujeito no fim da vida terrestre. Pois é agora, nesta vida, que nos é oferecida a escolha entre a vida e a morte, e só pelo caminho da conversão poderemos entrar no Reino do qual somos excluídos pelo pecado grave. Convertendo-se a Cristo pela penitêcia e pela fé, o pecador passa da morte para a vida “sem ser julgado” (cf. Jo 5,24).

Prof. Felipe Aquino

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Para refletir!

Havia um rapaz em cima de um muro. De um lado desse muro estava Deus com todos os anjos e santos chamando o jovem para seu lado. Pulavam, gritavam, estendiam-lhe a mão, incentivavam-no a se juntar a eles. Do outro lado do muro estava o demônio com seus espíritos malignos e criaturas do inferno, mas todos quietos. Diferente do “povo de Deus”, o povo do encardido não se esforçara em nada para atrair o homem que estava sobre o muro.
Eis que uma das criaturas questiona o demônio:

- Não estás vendo o que estão fazendo? Ficaremos quietos? Não te preocupas que o rapaz vá para o lado deles?

O demônio calmamente responde:- Me preocupar? De maneira alguma. O muro é meu.



Não permaneça sobre o muro. A cada dia decidá-se por Cristo. Shalom!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

O nosso destino é o céu!

O Senhor nos predestinou e nos marcou com o sinete do Seu Espírito Santo. Sinete é uma peça de metal que, colocado no fogo, torna-se ferro em brasa e é aplicado no couro do animal para marcá-lo. Fomos marcados com o sinete do Espírito. Não tem como retirar esta marca. Somos herdeiros do Reino. Herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo.
Quando enviamos algo pelo correio, colocamos o destino da encomenda. O correio ou a transportadora leva o material para o lugar certo. Trazemos em nós não somente a inscrição, mas também a marca do Espírito Santo, com o qual fomos selados para que ninguém tenha dúvida: o nosso destino é o céu!
A todo instante o inimigo tenta nos deixar cegos, insensíveis e pensamos que não é bem assim. Na verdade, é o maligno que cega nossos olhos, tapa nossos ouvidos, insensibiliza nosso coração, para que não reconheçamos a maravilha que Deus fez em nós. É pela ação do Espírito Santo que o Senhor tira dos nossos olhos as vendas que causam toda essa insensibilidade, dureza e torpor.
Até hoje agimos como tolos, como crianças ingênuas. Na época da colonização do Brasil, nossos índios foram enganados pelos colonizadores que levaram o nosso ouro e as pedras preciosas, dando em troca espelhinhos e outros objetos. Os índios, ingenuamente, aceitavam este tipo de objeto e entregavam o ouro. Não estamos agindo diferente! A cada dia entregamos para o inimigo de Deus o nosso "ouro", a nossa herança de filhos de Deus.

(Trecho do livro "Vocação: um desafio de amor" de monsenhor Jonas Abib)

Fonte:
http://www.cancaonova.com.br/portal/canais/pejonas/pejonas_msg_dia.php