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terça-feira, 31 de maio de 2011

Para não dizer que não falei das MÃES

Houve um tempo em que ficava muito mal humorado com as comemorações do dia das mães. Sempre olhava pelo senso crítico da exploração comercial deste dia. O comércio faturando e as mães sendo enganadas. Um presentinho, beijinhos e depois novamente escrava dos filhos.
Nas escolas em que assessorava, cheguei até a indicar que não fizessem festas com teatrinhos melodramáticos, pois sempre acontecia uma choradeira daqueles que as mães, por causa de trabalho, não podiam comparecer na escola, ai os filhinhos desabavam em choro, e no trabalho as mães se torturavam se condenando por não poderem estar presentes.
E aqueles filhos adotivos, daquelas adoções realizadas sem critérios, os conflitos existenciais apareciam…Onde está minha verdadeira mãe!!.
Pasmem, já cheguei até a usar uma frase do Psiquiatra José Ângelo Gaiarça em uma palestra  no dia das mães: “Se toda mãe fosse boa não haveria doente mental”. Com certeza deixei muita mãe triste naquela noite.
Mas, com meus três filhos crescendo, fui observando o valor que eles depositam no dia das mães. E depois fui me tocar que eu também adorava ligar para minha mãe Aurora desejando-lhe um feliz dia das mães. Ela ficava toda derretida de emoção.
Agora, se o dia é explorado ou não pelo comércio, que assim seja. Afinal de contas muita cidade deste país vive do comércio. E a vida é para ser festejada, e presente é para retribuir em  agradecimento.
Mãe é realmente um ser fundamental para a existência da saúde emocional. É dela sim a maior força de energia psíquica que move uma criança durante todos os anos da infância de uma pessoa. É pela “maternagem” ( capacidade de cuidar e proteger com afeto segundo Winnicott), que chegamos à vida adulta com potencial para amar.
Vamos celebrar com muita alegria o mês das mães. Afinal de contas, todo ser humano teve seu primeiro ninho no útero de uma mulher.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

A castidade é um desafio para você? (vale a pena ler)

Autor: C.S. Lewis

A castidade é a menos popular das virtudes cristãs. Porém, não existe escapatória. A regra cristã é clara: “Ou o casamento com fidelidade completa ao cônjuge, ou a abstinência total.” Isso é tão difícil de aceitar, e tão contrário a nossos instintos, que das duas, uma: ou o cristianismo está errado ou o nosso instinto sexual, tal como é hoje em dia, se encontra deturpado. E claro que, sendo cristão, penso que foi o instinto que se deturpou. (…)

Dizem que o sexo se tornou um problema grave porque não se falava sobre o assunto. Nos últimos vinte anos, não foi isso que aconteceu. Todo o dia se fala sobre o assunto, mas ele continua sendo um problema. Se o silêncio fosse a causa do problema, a conversa seria a solução. Mas não foi. Acho que é exatamente o contrário.

Acredito que a raça humana só passou a tratar do tema com discrição porque ele já tinha se tornado um problema. Os modernos sempre dizem que” O sexo não é algo que devemos nos envergonhar” Com isso, podem estar querendo dizer duas coisas.

Uma delas é que “não há nada de errado no fato de a raça humana se reproduzir de um determinado modo, nem no fato de esse modo gerar prazer”. Se é isso o que têm em mente, estão cobertos de razão. O cristianismo diz a mesma coisa. O problema não está nem na coisa em si, nem no prazer. Os velhos pregadores cristãos diziam que, se o homem não tivesse sofrido a queda, o prazer sexual não seria menor do que é hoje, mas maior. Bem sei que alguns cristãos de mente tacanha dizem por aí que o cristianismo julga o sexo, o corpo e o prazer como coisas intrinsecamente más. Mas estão errados. O cristianismo é praticamente a única entre as grandes religiões que aprova por completo o corpo — que acredita que a matéria é uma coisa boa, que o próprio Deus tomou a forma humana e que um novo tipo de corpo nos será dado no Paraíso e será parte essencial da nossa felicidade, beleza e energia.

O cristianismo exaltou o casamento mais que qualquer outra religião; e quase todos os grandes poemas de amor foram compostos por cristãos. Se alguém disser que o sexo, em si, é algo mau, o cristianismo refuta essa afirmativa instantaneamente. Mas é claro que, quando as pessoas dizem “o sexo não é algo de que devemos nos envergonhar”, elas podem estar querendo dizer que “o estado em que se encontra nosso instinto sexual não é algo de que devemos sentir vergonha”.

Se é isso que querem dizer, penso que estão erradas. Penso que temos todos os motivos do mundo para sentir vergonha. Não há nada de vergonhoso em apreciar o alimento, mas deveríamos nos cobrir de vergonha se metade das pessoas fizesse do alimento o maior interesse de sua vida e passasse os dias a espiar figuras de pratos, com água na boca e estalando os lábios. Não digo que você ou eu sejamos individualmente responsáveis pela situação atual. Nossos ancestrais nos legaram organismos que, sob este aspecto, são pervertidos; e crescemos cercados de propaganda a favor da libertinagem. Existem pessoas que querem manter o nosso instinto sexual em chamas para lucrar com ele; afinal de contas, não há dúvida de que um homem obcecado é um homem com baixa resistência à publicidade. Deus conhece nossa situação; ele não nos julgará como se não tivéssemos dificuldades a superar. O que realmente importa é a sinceridade e a firma vontade de superá-las.

Para sermos curados, temos de querer ser curados. Todo aquele que pede socorro será atendido; porém, para o homem moderno, até mesmo esse desejo sincero é difícil de ter. E fácil pensar que queremos algo quando na verdade não o queremos. Um cristão famoso, de tempos antigos, disse que, quando era jovem, implorava constantemente pela castidade; anos depois, se deu conta de que, quando seus lábios pronunciavam “ó Senhor, fazei-me casto”, seu cotação acrescentava secretamente as palavras: “Mas, por favor, que não seja agora.” Isso também pode acontecer nas preces em que pedimos outras virtudes; mas há três motivos que tornam especialmente difícil desejar — quanto mais alcançar – a perfeita castidade.

Em primeiro lugar, nossa natureza pervertida, os demônios que nos tentam e a propaganda a favor da luxúria associam-se para nos fazer sentir que os desejos aos quais resistimos são tão “naturais”, “saudáveis” e razoáveis que essa resistência é quase uma perversidade e uma anomalia. Cartaz após cartaz, filme após filme, romance após romance associam a idéia da libertinagem sexual com as idéias de saúde, normalidade, juventude, franqueza e bom humor. Essa associação é uma mentira. Como toda mentira poderosa, é baseada numa verdade – a verdade reconhecida acima de que o sexo (à parte os excessos e as obsessões que cresceram ao seu redor) é em si “normal”, “saudável” etc. A mentira consiste em sugerir que qualquer ato sexual que você se sinta tentado a desempenhar a qualquer momento seja também saudável e normal. Isso é estapafúrdio sob qualquer ponto de vista concebível, mesmo sem levar em conta o cristianismo. A submissão a todos os nossos desejos obviamente leva à impotência, à doença, à inveja, à mentira, à dissimulação, a tudo, enfim, que é contrário à saúde, ao bom humor e à franqueza. Para qualquer tipo de felicidade, mesmo neste mundo, é necessário comedimento. Logo, a afirmação de que qualquer desejo é saudável e razoável só porque é forte não significa coisa alguma. Todo homem são e civilizado deve ter um conjunto de princípios pelos quais rejeita alguns desejos e admite outros. Um homem se baseia em princípios cristãos, outro se baseia em princípios de higiene, e outro, ainda, em princípios sociológicos. O verdadeiro conflito não é o do cristianismo contra a “natureza”, mas dos princípios cristãos contra outros princípios de controle da “natureza”. A “natureza” (no sentido de um desejo natural) terá de ser controlada de um jeito ou de outro, a não ser que queiramos arruinar nossa vida. E bem verdade que os princípios cristãos são mais rígidos que os outros; no entanto, acreditamos que, para obedecer-lhes, você poderá contar com uma ajuda que não terá para obedecer aos outros.

Em segundo lugar, muitas pessoas se sentem desencorajadas de tentar seriamente seguir a castidade cristã porque a consideram impossível (mesmo antes de tentar). (…) Podemos ter certeza de que a castidade perfeita — como a caridade perfeita — não será alcançada pelo mero esforço humano. Você tem de pedir a ajuda de Deus. Mesmo depois de pedir, poderá ter a impressão de que a ajuda não vem, ou vem em dose menor que a necessária. Não se preocupe. Depois de cada fracasso, levante-se e tente de novo. Muitas vezes, a primeira ajuda de Deus não é a própria virtude, mas a força para tentar de novo. Por mais importante que seja a castidade (ou a coragem, a veracidade ou qualquer outra virtude), esse processo de treinamento dos hábitos da alma é ainda mais valioso. Ele cura nossas ilusões a respeito de nós mesmos e nos ensina a confiar em Deus. Aprendemos, por um lado, que não podemos confiar em nós mesmos nem em nossos melhores momentos; e, por outro, que não devemos nos desesperar nem mesmo nos piores, pois nossos fracassos são perdoados. A única atitude fatal é se dar por satisfeito com qualquer coisa que não a perfeição.

Em terceiro lugar, as pessoas muitas vezes não entendem o que a psicologia quer dizer com “repressão”. Ela nos ensinou que o sexo “reprimido” é perigoso. Nesse caso, porém, “reprimido” é um termo técnico: não significa “suprimido” no sentido de “negado” ou “proibido”. Um desejo ou pensamento reprimido é o que foi jogado para o fundo do inconsciente(em geral na infância) e só pode surgir na mente de forma disfarçada ou irreconhecível. Ao paciente, a sexualidade reprimida não parece nem mesmo ter relação com a sexualidade. Quando um adolescente ou um adulto se empenha em resistir a um desejo consciente, não está lidando com a repressão nem corre o risco de a estar criando. Pelo contrário, os que tentam seriamente ser castos têm mais consciência de sua sexualidade e logo passam a conhecê-la melhor que qualquer outra pessoa. Acabam conhecendo seus desejos ; como um apanhador de ratos conhece ratos ou como um encanador conhece um cano com vazamento. A virtude – mesmo o esforço para alcançá-la — traz a luz; a libertinagem traz apenas brumas.

Para encerrar, apesar de eu ter falado bastante a respeito de sexo, quero deixar tão claro quanto possível que o centro da moralidade cristã não está aí. Se alguém pensa que os cristãos consideram a falta de castidade o vício supremo, essa pessoa está redondamente enganada. Os pecados da carne são maus, mas, dos pecados, são os menos graves. Todos os prazeres mais terríveis são de natureza puramente espiritual: o prazer de provar que o próximo está errado, de tiranizar, de tratar os outros com desdém e superioridade, de estragar o prazer, de difamar. São os prazeres do poder e do ódio. Isso porque existem duas coisas dentro de mim que competem com o ser humano em que devo tentar me tornar. São elas o ser animal e o ser diabólico. O diabólico é o pior dos dois. E por isso que um moralista frio e pretensamente virtuoso que vai regularmente à igreja pode estar bem mais perto do inferno que uma prostituta. É claro, porém, que é melhor não ser nenhum dos dois.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Mãe preocupada com a homossexualidade do filho – o que fazer?

No programa Trocando Idéias da T.V. Canção Nova, Gerson Abarca ajuda mãe a pensar sobre a homossexualidade do filho e, por tabela, nos ajuda a pensar nessas difíceis questões que se impõe na sociedade:

sábado, 27 de novembro de 2010

Psicólogo cristão ou cristão psicólogo?

Sempre recebo muitos pacientes que dizem ter me procurado por que sou Católico ou Cristão. Isto me deixa estremamente preocupado, pois a questão do profissional de saude na qual devemos buscar, não deve estar associado à sua escolha religiosa. O que vale na busca por um profissional, é a sua competência e exercício ético da profissão.

Nestes dias, recebi uma paciente que estava me procurando porque viu-me na TV Canção Nova, no Programa Trocando Idéias.

Ela acreditava que eu fosse dar-lhe orientações espirituais. Perguntei para ela se ao procurar o seu Ginecologista, ela perguntou se ele era Católico ou Cristão. “Lógico que não perguntei!”, disse ela com firmeza. -Mas por que você necessita que o psicólogo seja Católico? perguntei. “- porque o Psicólogo não sendo ele pode direcionar as minhas condutas conforme o que ele acredita “, respondeu-me.

Esta paciente estava sendo sujeita a um tratamento de controle de hormônio artificial, na forma de anticoncepcional, sem ao menos ter realizado uma curva hormonal para saber de suas reais necessidades. Ela disse-me que também era para evitar filho.

Veja o paradoxo da incoerência. O Psicólogo precisa ser Católico se não vai direcionar comportamentos que julga fora de suas escolhas religiosas, mas o Ginecologista faz tudo o que a Igreja não indica e a paciente se quer percebe.

Conheço poucos Médicos Católicos que procedem na clínica conforme as orientação da Igreja Católica, e é bem verdade que os católicos que seguem as orientação da Igreja nas áreas da sexualidade, sociedade e política, são bem poucos. É o fenômeno que o Papa Bento XVI observou na sua última vinda ao Brasil e que deu o nome de “Catolicismo brando”.

A necessidade de se procurar Psicólogo Católico ou Cristão está mais associado a idéia de que a Psicologia é uma profissão mais de escuta e orientação, e que interfere em valores morais. Tanto é verdade, que no Brasil são muitos os que se intitulam Psicanalistas ou Psicoterapeutas sem terem graduação em Psicologia ou serem registrado no CRP. Já com a Medicina, esta é uma realidade superada.

Lembram que na época do Presidente Collor havia um Ministro do Trabalho, o Magri, que iria acabar com o diploma de Psicologia e Jornalismo porque ele achava que são profissões em que muitos já nascem com o dom e poderiam exercer sem estudar ?

Outro fator que influencia nesta demanda da busca por Psicólogos Cristãos, é que no exercício dos Sacerdotes, há a escuta de orientação e aconselhamento, daí na religião muitos acreditarem que com a Psicologia deveria ser o mesmo.

Eu já fiz análise com Psicólogos ateus, que não praticam religião alguma, e posso textemunhar que foi ótimo, pois trabalharam uma técnica e uma teoria. Foram profissionais e eram bons. Respeitaram minhas escolhas porque exercíam a ética profissional.

Com certeza conheço muitos Psicólogos que se intitulam Católicos ou Cristãos, que eu não teria coragem de indicar para ninguém, pois sei que confundirão e manipularão para suas escolhas.

Olha aí o número de clínicas no Brasil exercendo a Psicologia com elementos da religião, desde Católicos até espiritistas. Esta é uma prática condenável pelo sistema Conselho Federal de Psicologia. Pois Psicologia é Ciência e Profissão. Não se deve acreditar em um tratamento Psicológico, pois devemos acreditar em Deus. Na Psicologia devemos constatar que o procedimento é eficaz. Acreditar é diferente de constatar.

A questão é : O profissional precisa saber o que faz, ter domínio sobre as questões éticas de sua profissão que são regidas pelo código de ética no seu Conselho. E ponto.

Há 20 anos atuo como Psicólogop Clínico e sempre tive uma Clínica bem sucedida em quantidade e qualidade de resultados. Confirmo que 90% dos pacientes que me procuram por que sou Católico ou Cristão, estão em busca de um milagre ( da qual não posso fazer), e não ficam em tratamento, pois desejam pressa nos resultados.

Pessoalmente creio que um cristão que exerça a psicologia tenha melhores condições de ajudar um paciente cristão, não só pelo respeito ético da escolha religiosa do paciente, respeito esse que independe da condição religiosa, como também pela sua própria vivência de fé.

Infelizmente muitos não respeitam essa escolha e sutilmente tentam esvaziar a fé do paciente ou o “desmontam” sem conseguir ajudar a pessoa a se” reformatar ” novamente.

Também não creio que o simples fato do profissional ser cristão seja a garantia de um bom serviço.

O fundamental é que exista respeito,ética e a percepção da dimensão religiosa de cada pessoa.

Aliás,essa dimensão por si só é um grande apoio na vida dos cristãos necessitados de apoio psicologico.

Um bom psicólogo saberá colocar essa informação a favor do paciente e ajudá-lo a superar sua dificuldade, afinal, seu papel é esse.

Gerson Abarca, Psicólogo.
Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/8247-psicologo-cristao-ou-cristao-psicologo#comment-9137