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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Regras de Fé

- Os católicos têm a Bíblia como regra de fé, entretanto não a “única regra de fé”. As primeiras coisas entram primeiro na religião dos católicos. Então, os católicos são guiados em seus julgamentos religiosos, primeiro pela Igreja; e segundo, pela Bíblia, como interpretada pela Igreja católica, para a qual o mundo está endividado pela existência da Bíblia cristã. 


As pessoas que usam seus “cérebros” corretamente vão para um médico quando estão doentes, e não usam a auto-medicação, para terem suas próprias prescrições. Este princípio é seguido pelos católicos que, tendo Jesus Cristo como o Médico Divino das almas, usam seus “cérebros” como o Médico Divino lhes ordenou que fossem usados, quando Cristo disse “ouça a Igreja”; a Igreja para a qual Ele delegou Sua autoridade quando Ele deu as Chaves a Pedro, com o poder de “ligar e desligar” (S. Mt. 16) que é a Igreja católica. 



Se a Bíblia é a “única regra de fé”, nomeie o texto no Novo Testamento que garante tal falsa conclusão que o padre renegado, Martinho Lutero, criou! Se você usasse seu “cérebro” em vez de suas emoções anti-católicas, você perceberia o absurdo de sua suposição. Cristo prometeu estar com Sua Igreja, e não a Bíblia, até o fim do mundo. Os funcionários da Igreja cujo “cérebro” você repudia, são compostos de padres a quem S. Paulo chama de Embaixadores de Cristo (II Cor. 5,20). Repudiá-los é repudiar a Pessoa a quem eles representam. . 



É lógico que os apóstolos não dependeram de uma Bíblia cristã como um guia religioso e moral porque ela ainda não existia. De fato, houve somente um dos doze apóstolos que pôde ter visto os escritos que formaram Novo Testamento. Este foi S. João, pois os outros onze tinham ido para a recompensa eterna antes que S. João escrevesse seu Evangelho, que a Igreja católica declarou ser inspirado por Deus. 



A Igreja católica veio à existência antes que uma linha do Novo Testamento fosse escrita: os apóstolos pregaram o Cristo crucificado; S. Pedro converteu 3000 judeus; o Concílio de Jerusalém foi reunido e a lei judaica foi ab-rogada, antes que uma única linha do Novo Testamento fosse escrita. Antes que S. João escrevesse seu Evangelho, a Igreja católica celebrou seu jubileu de ouro; e S. Paulo poderia dizer que a fé de Cristo tinha sido proclamada por toda parte no mundo (até então conhecido - Rom. 1,8). 



Você diz que a Bíblia é a Palavra de Deus, mas que evidência você tem, ou qualquer outro protestante que rejeita a autoridade da Igreja católica, para provar tal afirmação? Logicamente, os escritos em si não podem provar que eles foram inspirados por Deus. Só a resposta católica para esta questão pode estar no teste de raciocínio de direito, isto é: Eu acredito que a Bíblia é a Palavra de Deus porque a Igreja católica, por sua Divina autoridade, disse assim no Concílio de Cartago (397 d.C.), com a confirmação do Papa, quando ela selecionou os escritos que foram inspirados por Deus, para formar o cânon cristão das Sagradas Escrituras. A racionalidade disto foi reconhecida por um professor protestante, Dr. Marcus Dods, que veio da Escócia aos EUA para dar uma série de conferências que foram publicadas em um livro chamado "A Bíblia, Sua Origem e Natureza” (1940). Ele diz (pp. 31-32): 



“Se você pergunta para um romanista por que ele aceita certos livros como canônicos, ele terá uma resposta perfeitamente inteligível. Ele aceita estes livros porque a Igreja o licita a fazer assim. A Igreja determinou quais livros são canônicos e ele aceita a decisão da Igreja. Se você pergunta para um protestante o porquê dele acreditar que apenas esses livros que constam na Bíblia são canônicos, e não mais nem menos, creio que 99% dos protestantes seria incapaz de oferecer uma resposta satisfatória para o homem razoável. Os protestantes desprezam os romanistas porque estes confiam na autoridade da Igreja, mas o protestante não pode lhe dizer em que autoridade que ele confia. A senha protestante é: ‘a Bíblia, a Bíblia inteira e nada mais que a Bíblia’, mas quantos protestantes poderiam deixar claro que os livros que eles têm em suas Bíblias são os livros canônicos e nada mais que a Bíblia"? 



S. [João] Crisóstomo, o arcebispo católico de Constantinopla, foi o que deu o nome à "Bíblia". Certamente, S. Agostinho, o bispo de Hipona, não estava deixando de usar seu cérebro quando disse: "Eu não acreditaria na Bíblia se não fosse pela autoridade da Igreja católica”. 



Por David Goldstein (Obs: o autor é ex-judeu convertido ao catolicismo)



Tradução: Stephen Adams 



Fonte: www.veritatis.com.br

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Qual a diferença entre a Bíblia católica e a protestante?

Entenda por que a Bíblia protestante tem menos livros


Demoraram alguns séculos para que a Igreja Católica chegasse à forma final da Bíblia, com os 72 livros como temos hoje. Em vários Concílios, ao longo da história, a Igreja, assistida pelo Espírito Santo (cf. Jo 16,12-13) estudou e definiu o Índice (cânon) da Bíblia; uma vez que nenhum de seus livros traz o seu Índice. Foi a Igreja Católica quem berçou a Bíblia. Garante-nos o Catecismo da Igreja e o Concílio Vaticano II que: “Foi a Tradição apostólica que fez a Igreja discernir que escritos deviam ser enumerados na lista dos Livros Sagrados” (Dei Verbum 8; CIC,120). Portanto, sem a Tradição da Igreja não teríamos a Bíblia. Santo Agostinho dizia: “Eu não acreditaria no Evangelho, se a isso não me levasse a autoridade da Igreja Católica” (CIC,119).

Imagem de Destaque:: Em que ordem ler a Bíblia :: Como fazer o diário espiritual :: Padre Jonas ensina: método de "ruminação" da Palavra de DeusPor que a Bíblia católica é diferente da protestante? Esta tem apenas 66 livros porque Lutero e, principalmente os seus seguidores, rejeitaram os livros de Tobias, Judite, Sabedoria, Baruc, Eclesiástico (ou Sirácida), 1 e 2 Macabeus, além de Ester 10,4-16; Daniel 3,24-20; 13-14. A razão disso vem de longe. No ano 100 da era cristã, os rabinos judeus se reuniram no Sínodo de Jâmnia (ou Jabnes), no sul da Palestina, a fim de definir a Bíblia Judaica. Isto porque nesta época começavam a surgir o Novo Testamento com os Evangelhos e as cartas dos Apóstolos, que os judeus não aceitaram. Nesse Sínodo, os rabinos definiram como critérios para aceitar que um livro fizesse parte da Bíblia, o seguinte: (1) Deveria ter sido escrito na Terra Santa; (2) Escrito somente em hebraico, nem aramaico e nem grego; (3) Escrito antes de Esdras (455-428 a.C.); (4) Sem contradição com a Torá ou lei de Moisés. Esses critérios eram puramente nacionalistas, mais do que religiosos, fruto do retorno do exílio da Babilônia em 537aC. Por esses critérios não foram aceitos na Bíblia judaica da Palestina os livros que hoje não constam na Bíblia protestante, citados anteriomente. Mas a Igreja católica, desde os Apóstolos, usou a Bíblia completa. Em Alexandria no Egito, cerca de 200 anos antes de Cristo, já havia uma influente colônia de judeus, vivendo em terra estrangeira e falando o grego. O rei do Egito, Ptolomeu, queria ter todos os livros conhecidos na famosa biblioteca de Alexandria; então mandou buscar 70 sábios judeus, rabinos, para traduzirem os Livros Sagrados hebraicos para o grego, entre os anos 250 e 100 a.C, antes do Sínodo de Jâmnia (100 d.C). Surgiu, assim, a versão grega chamada Alexandrina ou dos Setenta, que a Igreja Católica sempre seguiu. Essa versão dos Setenta, incluiu os livros que os judeus de Jâmnia, por critérios nacionalistas, rejeitaram. Havia, dessa forma, no início do Cristianismo, duas Bíblias judaicas: a da Palestina (restrita) e a Alexandrina (completa – Versão dos LXX). Os Apóstolos e Evangelistas optaram pela Bíblia completa dos Setenta (Alexandrina), considerando inspirados (canônicos) os livros rejeitados em Jâmnia. Ao escreverem o Novo Testamento, utilizaram o Antigo Testamento, na forma da tradução grega de Alexandria, mesmo quando esta era diferente do texto hebraico. O texto grego “dos Setenta” tornou-se comum entre os cristãos; e portanto, o cânon completo, incluindo os sete livros e os fragmentos de Ester e Daniel, passaram para o uso dos cristãos. Das 350 citações do Antigo Testamento que há no Novo, 300 são tiradas da Versão dos Setenta, o que mostra o uso da Bíblia completa pelos Apóstolos. Verificamos também que nos livros do Novo Testamento há citações dos livros que os judeus nacionalistas da Palestina rejeitaram. Por exemplo: Rom 1,12-32 se refere a Sb 13,1-9; Rom 13,1 a Sb 6,3; Mt 27,43 a Sb 2, 13.18; Tg 1,19 a Eclo 5,11; Mt 11,29s a Eclo 51,23-30; Hb 11,34 a 2 Mac 6,18; 7,42; Ap 8,2 a Tb 12,15. Nos séculos II a IV, houve dúvidas na Igreja sobre os sete livros por causa da dificuldade do diálogo com os judeus. Mas a Igreja, ficou com a Bíblia completa da Versão dos Setenta, incluindo os sete livros. Após a Reforma Protestante, Lutero e seus seguidores rejeitaram os sete livros já citados. É importante saber também que muitos outros livros, que todos os cristãos têm como canônicos, não são citados nem mesmo implicitamente no Novo Testamento. Por exemplo: Eclesiastes, Ester, Cântico dos Cânticos, Esdras, Neemias, Abdias, Naum, Rute. Outro fato importantíssimo é que nos mais antigos escritos dos santos Padres da Igreja (patrística) os livros rejeitados pelos protestantes (deutero-canônicos) são citados como Sagrada Escritura. Assim, São Clemente de Roma, o quarto Papa da Igreja, no ano de 95 escreveu a Carta aos Coríntios, citando Judite, Sabedoria, fragmentos de Daniel, Tobias e Eclesiástico; livros rejeitados pelos protestantes. Ora, será que o Papa S. Clemente se enganou, e com ele a Igreja? É claro que não. Da mesma forma, o conhecido Pastor de Hermas, no ano 140, faz amplo uso de Eclesiástico, e de Macabeus II; Santo Hipólito (†234), comenta o Livro de Daniel com os fragmentos deuterocanônicos rejeitados pelos protestantes, e cita como Sagrada Escritura Sabedoria, Baruc, Tobias, 1 e 2 Macabeus. Fica assim, muito claro, que a Sagrada Tradição da Igreja e o Sagrado Magistério sempre confirmaram os livros deuterocanônicos como inspirados pelo Espírito Santo. Vários Concílios confirmaram isto: os Concílios regionais de Hipona (ano 393); Cartago II (397), Cartago IV (419), Trulos (692). Principalmente os Concílios ecumênicos de Florença (1442), Trento (1546) e Vaticano I (1870) confirmaram a escolha. No século XVI, Martinho Lutero (1483-1546) para contestar a Igreja, e para facilitar a defesa das suas teses, adotou o cânon da Palestina e deixou de lado os sete livros conhecidos, com os fragmentos de Esdras e Daniel. Lutero, quando estava preso em Wittenberg, ao traduzir a Bíblia do latim para o alemão, traduziu também os sete livros (deuterocanônicos) na sua edição de 1534, e as Sociedades Biblícas protestantes, até o século XIX incluíam os sete livros nas edições da Bíblia. Neste fato fundamental para a vida da Igreja (a Bíblia completa) vemos a importância da Tradição da Igreja, que nos legou a Bíblia como a temos hoje. Disse o último Concílio: “Pela Tradição torna-se conhecido à Igreja o Cânon completo dos livros sagrados e as próprias Sagradas Escrituras são nelas cada vez mais profundamente compreendidas e se fazem sem cessar, atuantes.” (DV,8). Se negarmos o valor indispensável da Igreja Católica e de sua Sagrada Tradição, negaremos a autenticidade da própria Bíblia. Note que os seguidores de Lutero não acrescentaram nenhum livro na Bíblia, o que mostra que aceitaram o discernimento da Igreja Católica desde o primeiro século ao definir o Índice da Bíblia. É interessante notar que o Papa São Dâmaso (366-384), no século IV, pediu a S.Jerônimo que fizesse uma revisão das muitas traduções latinas que havia da Bíblia, o que gerava certas confusões entre os cristãos. São Jerônimo revisou o texto grego do Novo Testamento e traduziu do hebraico o Antigo Testamento, dando origem ao texto latino chamado de Vulgata, usado até hoje.

Felipe Aquino

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

A “livre interpretação” da Bíblia e seus “causos”

Interpretar um verscículo biblico e se enganar pode acontecer com qualquer um.

A questão é que no cerne protestante está essa relação equivocada e perigosa com as Sagradas Escrituras que gera essas deformações.

Daí surgem as loucuras, das quais essa é apenas um exemplo.